Um “Q” de melancolia acontece quando se resolve esperar a inspiração. Por simplesmente associar inspiração à fossa. É como se “esperássemos” aquela dor chegar só pra poder descarregar um suposto talento no papel. Acaba saindo sempre uma discussão egoísta, uma análise, uma reclamação sei lá e geralmente baseada numa decepção.Amorosa.
Não sinto dor alguma ao escrever isso,talvez porque a inspiração não está lá aflorada, mas não deixa de ser por decepção. Pela própria inspiração. A inspiração amorosa.
Não sei como definir uma inspiração amorosa de uma forma que faça sentido pra você e pra mim ao mesmo tempo. Mas eu queria que a sua definição fosse a mesma que a minha. E essa é minha inspiração amorosa! Estar sempre esperando um amor em tudo que faço. Uma compatibilidade de desejos. Como se só tivesse sentido porque um dia esse alguém que eu nem conheço vai existir. Por qualquer atitude casual. Seja por muito ou pouco tempo.
Contudo, a inspiração amorosa é injusta!E justamente porque ela beira a utopia, quase te levando ao posto de 'sonhadora'.E não que seja ruim, mas fragiliza tudo.É aquela história de deixar o coração agir...e sabemos o resto.Mas uma parte de nós[mim] adora se sentir assim. E mesmo sabendo que empilhamos desvantagens insistimos.Nós temos esperança. E a gente não liga se vai ser pra sempre, só quer que aconteça. A disposição pra isso elimina até o medo de sofrer. Quem liga? Que doa depois, mas que exista! E se repita.Pode ser?
Sabe, sem pressa, mas que chegue.E dê sentido à toda essa inspiração.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
voltando a me entender
Viver tem sido como estudar matemática. Não adianta você ver as contas que já fez e ler os teoremas. Quem dera decorar formulas também resolvesse. A gente tem que praticar, fazer e refazer, aplicar a novas situações e simplesmente pegar o jeito.
No meu caso mais do que o jeito eu preciso pegar um lápis e colocar tudo no papel. Escrever é como ver a mudança.Todo mundo deveria transformar pensamentos em papeis e documentar as coisas. Documentar é ter coragem e é concretizar a verdade do agora, por mais que ela morra logo depois. Algo como se permitir mudar de ideia e opinião.Uma revolução de si esperando pra ser notada, entende?
Escrever é organizar a bagunça mais bagunçada da sua mente, só pra você se entender.
No meu caso mais do que o jeito eu preciso pegar um lápis e colocar tudo no papel. Escrever é como ver a mudança.Todo mundo deveria transformar pensamentos em papeis e documentar as coisas. Documentar é ter coragem e é concretizar a verdade do agora, por mais que ela morra logo depois. Algo como se permitir mudar de ideia e opinião.Uma revolução de si esperando pra ser notada, entende?
Escrever é organizar a bagunça mais bagunçada da sua mente, só pra você se entender.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
reafirmando mentiras
Sabe quando você se pega dizendo determinadas coisas com certa freqüência? Reafirmações! O que nada mais é do que uma idéia para se auto-convencer. A gente vive querendo se enganar. Buscar um milhão de alternativas e hipóteses para tudo que acontece é normal. Pedir conselhos aos amigos e aumentar o estoque de probabilidades mais ainda. Mas seremos sinceros, sempre temos nossa teoria pré-definida, e embora reafirmemos o oposto tendemos a ela. Então pra que inventar tanta coisa se acabamos justamente no começo?
A tendência verdadeira deve ser se iludir e só. Tentar acreditar que pode ser de outras formas, por simplesmente ser melhor. Quem fala demais não só deixa de fazer como também faz o contrário. Toda essa disposição atual para escrever de amor e relacionamentos como se fosse fácil é só como eu também gostaria que fosse, entende? Falar que “vai esquecer”, que “vai mudar”, que “vai parar de acreditar tanto” são só reafirmações.Quem vai pular da sacada não avisa ninguém antes.
A tendência verdadeira deve ser se iludir e só. Tentar acreditar que pode ser de outras formas, por simplesmente ser melhor. Quem fala demais não só deixa de fazer como também faz o contrário. Toda essa disposição atual para escrever de amor e relacionamentos como se fosse fácil é só como eu também gostaria que fosse, entende? Falar que “vai esquecer”, que “vai mudar”, que “vai parar de acreditar tanto” são só reafirmações.Quem vai pular da sacada não avisa ninguém antes.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
se ri[a]masse
rima comigo?
ri mais comigo?
como amigo
ame, não ligo
me entretenha
entre e me tenha
seja sucinta
só sinta
como quiser
quis ser
rimar
rir e amar
ri mais comigo?
como amigo
ame, não ligo
me entretenha
entre e me tenha
seja sucinta
só sinta
como quiser
quis ser
rimar
rir e amar
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
só o que é meu
quis falar do escritor que plantou um pé de feijão mágico, que cresceu muito e quando ia subi-lo para o castelo nas nuvens, foi detido por violar direitos autorais...mas aí seria duplo processo!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
issos e prazos
e por que se é só isso eu preciso de tantos i’s e s’s e o’s pra dizer?o que há de errado em falar o que sente?por que não dá pra agir simplesmente de acordo com a sua vontade?eu sei que você também considera a do outro! que não fala que gosta dele por que ainda pode ser cedo.pra que prazos? quem inventou esses prazos? quando é cedo demais!? existe cedo demais? sou eu e você e o que de cedo ou tarde há nisso?não existiu outra combinação assim! por que mostrar desinteresse quando se está interessado ou fingir que não existe nada além daquilo que..na verdade já nem é mais isso! porque tanto se complicou que o prazo do isso acabou, e esse prazo? quem foi mesmo que inventou?
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
eu zero a esquerda
Não tenho dormido. Penso, repenso, analiso tudo numa intensidade que furta minha tranquilidade. Talvez não só a tranqüilidade. Meu tempo. Minhas distrações. Perco tempo pensando no tempo que ando perdendo. ”Hoje” pode ganhar destaque e vou compartilhar...
Logo que cheguei à estação e desci do metro, eu sem pressa como sempre, me juntei a todas aquelas pessoas que esperam para subir a escada rolante do lado esquerdo. Eu não fui de escada e eu não ultrapassei ninguém. Simplesmente me juntei a todos os outros preguiçosos, e que não mantém a esquerda livre, dando aqueles meio passos até a beiradinha.Não me importei com alguns atropelamentos e em alguns minutos me ocupei de um degrau.Dele eu olhei pro lado.A escada da direita, vazia, e hoje ao contrário de todos os outros dias, também subia.Naquele momento eu me achei inútil e ponto final.
Sabe, eu não estava com pressa mesmo... Mas em quantas ações da minha vida eu estou condicionada a fazer determinada coisa?Eu poderia ter subido a outra escada imediatamente, sem pessoas que não mantém a esquerda livre, sem atropelamentos, sem meio passos. Eu estava no meio de todas aquelas pessoas acomodadas. Eu parei pra pensar em quantos momentos que eu julgo serem iguais na minha vida só são assim por distrações minhas. Quantas situações que pudessem me favorecer eu já perdi?
Sem novidades a constatação é que muitas vezes escolhemos o caminho mais difícil.A opção é sua, você agindo por instinto ou não. A segunda não novidade é que a culpa de tudo que segue é sua e de mais ninguém. E a terceira é que não damos atenção necessária a quase nada a nossa volta... e vivemos condicionados a rotina...
Você já parou pra pensar em quantas pessoas já não foram a escada rolante da direita na sua vida?
Logo que cheguei à estação e desci do metro, eu sem pressa como sempre, me juntei a todas aquelas pessoas que esperam para subir a escada rolante do lado esquerdo. Eu não fui de escada e eu não ultrapassei ninguém. Simplesmente me juntei a todos os outros preguiçosos, e que não mantém a esquerda livre, dando aqueles meio passos até a beiradinha.Não me importei com alguns atropelamentos e em alguns minutos me ocupei de um degrau.Dele eu olhei pro lado.A escada da direita, vazia, e hoje ao contrário de todos os outros dias, também subia.Naquele momento eu me achei inútil e ponto final.
Sabe, eu não estava com pressa mesmo... Mas em quantas ações da minha vida eu estou condicionada a fazer determinada coisa?Eu poderia ter subido a outra escada imediatamente, sem pessoas que não mantém a esquerda livre, sem atropelamentos, sem meio passos. Eu estava no meio de todas aquelas pessoas acomodadas. Eu parei pra pensar em quantos momentos que eu julgo serem iguais na minha vida só são assim por distrações minhas. Quantas situações que pudessem me favorecer eu já perdi?
Sem novidades a constatação é que muitas vezes escolhemos o caminho mais difícil.A opção é sua, você agindo por instinto ou não. A segunda não novidade é que a culpa de tudo que segue é sua e de mais ninguém. E a terceira é que não damos atenção necessária a quase nada a nossa volta... e vivemos condicionados a rotina...
Você já parou pra pensar em quantas pessoas já não foram a escada rolante da direita na sua vida?
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